No silêncio da sala
Minha mente já rodou
Deu vida à estátuas
Deu sons à cor
As paredes em branco
Deram margem ao lápis
De minha louca cabeça
Que desenhou
A nossa volta
A caminhar, à passear em algum lugar
Que nunca se imaginou
À escrever o que deseja ser
À desenhar as linhas à se pisar
Independente da estrada
À assinar você.
(Raquel Mello).
No mar... entre... mais perto do céu...
- Raquel Mello
- BH, Minas Gerais, Brazil
- A ‘‘butterfly moon’’, os dois tchicos que um dia eu conheci e que mesmo sem nenhuma palavra trocada mudaram minha vida, sabendo que provavelmente não voltarei a vê-los. O céu aberto, as ‘‘asas fauves e blesseds e os sonhos inefáveis’’. A música, a arte, o tesão, a esperança e tudo aquilo do qual não abro mão. Pessoas são passageiras, momentos são passageiros; sua memória não. Então talvez eu também seja um poço de lembranças, momentos, sonhos, vontades e filosofias.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Até daqui a pouco:
Nada entendia aquela menina ao ver os rostos, tão tristes a beira de um caixão.Sua mãe veio docemente lhe dizer que sua avó havia partido.Ela já estava sentindo algo estranho, conseguia ver a sua avó, mas não sentia mais a emoção, o calor.Perguntou a sua mãe, queria saber a direção.Pensava em lhe enviar cartas para matar um pouco a saudade.Mas sua mãe lhe disse que sua avó havia ido para o céu, ajudar Deus.Bela sabia que lá era lonjão, e mesmo se usasse todas as suas forças, até mesmo se subisse em uma escada e arremessasse, a carta não chegaria.
Ela chorou.Ainda a pouco desconhecia a saudade pelo eterno.Sabia que sua avó tinha se mudado para o céu e toda vez que para ele ela olhasse, sua avó a estaria vendo.Cresceu e aprendeu a conhecer a morte.Não gostava dessa palavra que lhe trazia lembranças de ver tantas faces vivas mortas.Era a partida, o velório, o enterro, a última, finalizada despedida. Mas Bela já era grande, e já havia ouvido uma frase que muito a consolava.´´Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma``. E tinha muita certeza que cada vez que se deparasse com o Adeus, na realidade era um até daqui a pouco.Sabia que não poderia mais tocar as mãos quentes, acolhedoras; e que nunca mais haveria de ver aquele sorriso compondo o corpo, nem os olhos que se encaixavam perfeitamente em cima daquele nariz imperfeito de sua avó.Mas várias situações a faziam sentir-se assustadoramente sob a presença dela. ´´Cheiro de vó``, era o aroma de azaléias que a faziam devaneiar e sentir-se em uma tarde passada.Lábios desconhecidos que sultilmente sorriam à tentar consolá-la quando estava triste. Olhares sob nariz de todas as dimensões, mas que transmitiam palavras de sabedoria mudas, que a faziam sentir que tudo passa, que ela ainda havia muito a crescer. Nunca se conformou com a tristeza da partida.Ela sempre soube que não teria mais ao seu ver aquele corpo completo.Mas também que sua avó nunca partiu, nunca iria partir.De sua presença ela se repartiu, mas estaria sempre dentro dela, e dela nunca haveria de ir.
(Raquel Mello)
Ela chorou.Ainda a pouco desconhecia a saudade pelo eterno.Sabia que sua avó tinha se mudado para o céu e toda vez que para ele ela olhasse, sua avó a estaria vendo.Cresceu e aprendeu a conhecer a morte.Não gostava dessa palavra que lhe trazia lembranças de ver tantas faces vivas mortas.Era a partida, o velório, o enterro, a última, finalizada despedida. Mas Bela já era grande, e já havia ouvido uma frase que muito a consolava.´´Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma``. E tinha muita certeza que cada vez que se deparasse com o Adeus, na realidade era um até daqui a pouco.Sabia que não poderia mais tocar as mãos quentes, acolhedoras; e que nunca mais haveria de ver aquele sorriso compondo o corpo, nem os olhos que se encaixavam perfeitamente em cima daquele nariz imperfeito de sua avó.Mas várias situações a faziam sentir-se assustadoramente sob a presença dela. ´´Cheiro de vó``, era o aroma de azaléias que a faziam devaneiar e sentir-se em uma tarde passada.Lábios desconhecidos que sultilmente sorriam à tentar consolá-la quando estava triste. Olhares sob nariz de todas as dimensões, mas que transmitiam palavras de sabedoria mudas, que a faziam sentir que tudo passa, que ela ainda havia muito a crescer. Nunca se conformou com a tristeza da partida.Ela sempre soube que não teria mais ao seu ver aquele corpo completo.Mas também que sua avó nunca partiu, nunca iria partir.De sua presença ela se repartiu, mas estaria sempre dentro dela, e dela nunca haveria de ir.
(Raquel Mello)
domingo, 9 de dezembro de 2007
Você pode escolher:
Você pode escolher
Com que sapato você há de caminhar
Com a intensidade da transparência e nudez
Que você pode se relacionar
Com o mundo ao seu redor
Com cada momento que faz a sua vida girar
E é por isso que eu lhe digo, meu amigo
Que você pode escolher o quê calçar
Que sua estrada será
O quê você andar a ver, viver
O quê os seus olhos enxergarem
O que você anda a sentir, o que anda a tocar
O quê você anda a caminhar
O quê você anda a cultivar
E é por isso que lhe digo, meu amigo
Que você pode escolher oque calçar
Você pode vestir sua alma, você pode se entregar
Você pode viver a calma, você pode se violentar
Você pode pegar um trem frente ao inferno, você pode pela paz caminhar
Você pode se atar a teias, feias, você pode se libertar
E é por isso que lhe digo, meu amigo
Que você pode escolher oque calçar
Que você pode sorrir, pode chorar
Pode ver, viver, viver
Pode buscar,
Experimentar você
E é por isso que eu lhe digo, meu amigo
Que você pode escolher o que calçar,
Se descalçar
Pode voar!
Com que sapato você há de caminhar
Com a intensidade da transparência e nudez
Que você pode se relacionar
Com o mundo ao seu redor
Com cada momento que faz a sua vida girar
E é por isso que eu lhe digo, meu amigo
Que você pode escolher o quê calçar
Que sua estrada será
O quê você andar a ver, viver
O quê os seus olhos enxergarem
O que você anda a sentir, o que anda a tocar
O quê você anda a caminhar
O quê você anda a cultivar
E é por isso que lhe digo, meu amigo
Que você pode escolher oque calçar
Você pode vestir sua alma, você pode se entregar
Você pode viver a calma, você pode se violentar
Você pode pegar um trem frente ao inferno, você pode pela paz caminhar
Você pode se atar a teias, feias, você pode se libertar
E é por isso que lhe digo, meu amigo
Que você pode escolher oque calçar
Que você pode sorrir, pode chorar
Pode ver, viver, viver
Pode buscar,
Experimentar você
E é por isso que eu lhe digo, meu amigo
Que você pode escolher o que calçar,
Se descalçar
Pode voar!
(Raquel Mello).
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Memórias de um amor:
Tomo no copo que te pertenceu
E em sua memória pereceu
Tomo o café que você disse queimar
E em minha saliva sinto a tua presença
E até a broa, naquela mesa
A geléia de amora fresca
O pão de queijo, a manteiga
Me fazem te redegustar
Aquela estrela que vimos juntos
Que só uma vez pôde cair
Alguma chuva que junto de nós passou, molhou
E no ar já expirado, secou
A estrada por onde ainda caminho
A rua que nossos passos levou
O teu chinelo velho
Que você me fez experimentar
O sorriso que me deste quando me pus a descalçar
Até meus pés me fazem te reencontrar
E outras línguas articuladas
Que me retornam falas
Da tua boca carnuda
Mas em correntezas já desaguadas.
(Raquel Mello).
E em sua memória pereceu
Tomo o café que você disse queimar
E em minha saliva sinto a tua presença
E até a broa, naquela mesa
A geléia de amora fresca
O pão de queijo, a manteiga
Me fazem te redegustar
Aquela estrela que vimos juntos
Que só uma vez pôde cair
Alguma chuva que junto de nós passou, molhou
E no ar já expirado, secou
A estrada por onde ainda caminho
A rua que nossos passos levou
O teu chinelo velho
Que você me fez experimentar
O sorriso que me deste quando me pus a descalçar
Até meus pés me fazem te reencontrar
E outras línguas articuladas
Que me retornam falas
Da tua boca carnuda
Mas em correntezas já desaguadas.
(Raquel Mello).
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Depois de se perder um grande amor:.
Depois de um amor perdido
Se tenta buscar a vida
Recompensar a tristeza desvalida
De um tempo que já passou
Depois de um amor perdido
Não recuperado, repartido
Se acha o mundo perdido
Se vê num beco profundo e esquecido
Depois de um amor perdido
Não se quer mais saber de amar
Mas só o amor pode recompensar
A caminhada de um amor que já passou
Depois de se perder um grande amor.
(Raquel Mello.)
Se tenta buscar a vida
Recompensar a tristeza desvalida
De um tempo que já passou
Depois de um amor perdido
Não recuperado, repartido
Se acha o mundo perdido
Se vê num beco profundo e esquecido
Depois de um amor perdido
Não se quer mais saber de amar
Mas só o amor pode recompensar
A caminhada de um amor que já passou
Depois de se perder um grande amor.
(Raquel Mello.)
O homem que corria atrás de pombos:
Às seis da tarde nada se espera além do escurecer, mas naquela tarde algo fora do normal passou pelos meus olhos, meu coração.A admiração me fez rir, sorrir e abrir as asas. Um homem que pelo parque corria atrás de pombos. Corria desordenadamente tentando os agarrar. Com a persistência de um leão atrás de sua caça quando os alcançava apalpava, enchia de amor, carinho; mas se contentava com a curta duração da graça e com a emoção apaziguada, libertava. Sabia que se prolongasse a pureza se perderia. Do sentimento já dispersado, o belo se prolongaria em desencanto.
Ele tocava e sorria. Sorria com aquele sorriso prazero de quem como por um segundo alcança a plenitude. E de fato sua sensação era essa. Sem passado ou futuro, esquecia do ao redor e sentia quase que cegamente aquele momento furtivo, mas a intensidade com que o vivia lhe bastava. Se conformava em fazer de sua vida emoções picadas e desentendido, em seu mundo tudo se ligava. Na verdade essa era a razão de sua vida. Fazia isso com sonhos, trabalhos e mulheres.
Ali sentado no bar com seu café posto no balcão, de frente para a parede sua paisagem aberta era o sol matutino, a rua e o viaduto, porém seus devaneios lhe deslocavam para tão longe que nem sua própria presença ele percebia. O vapor do café lhe trazia memórias boas, melancólicas. Mas não se punha a pensar, deixava a sensação vir e passar no tempo que lhe era natural. E todos os seus dias corriam assim. As vezes intocado, as vezes surpreendido por alegrias instantâneas que de onde viam desconhecia, mas que preenchiam um espaço de satisfação fácil.
Naquele dia estranhamente as lembranças lhe invadiram em suas situações mais cotidianas.O café, que lhe carregou a outro mundo.E partindo para seus compromissos, papéis entregues, suas expectativas estavam além das horas, dos acontecimentos e respostas. De fato que o almoço ele engoliu. Do gosto, certo de que nada sentiu. E andou agitado até ás quatro. Sentou, abriu seu livro e cumpriu a rotina de que lhe agradava, lhe personificava. Às cinco sorriu. Adorava como as crianças brincavam em volta das árvores, e com o livro entreaberto aquelas linhas não mais tinham valor, se fez viajar. Mas aquela cena que lhe despertava esperanças, lhe fez relembrar as expectativas da infância. Seus amigos que sonhavam, projetavam-se espiões, bombeiros, que o gozavam e de nada entendiam quando dizia: o que quero ser quando crescer? Ah, eu quero ser caçador de pombos.
Ele tocava e sorria. Sorria com aquele sorriso prazero de quem como por um segundo alcança a plenitude. E de fato sua sensação era essa. Sem passado ou futuro, esquecia do ao redor e sentia quase que cegamente aquele momento furtivo, mas a intensidade com que o vivia lhe bastava. Se conformava em fazer de sua vida emoções picadas e desentendido, em seu mundo tudo se ligava. Na verdade essa era a razão de sua vida. Fazia isso com sonhos, trabalhos e mulheres.
Ali sentado no bar com seu café posto no balcão, de frente para a parede sua paisagem aberta era o sol matutino, a rua e o viaduto, porém seus devaneios lhe deslocavam para tão longe que nem sua própria presença ele percebia. O vapor do café lhe trazia memórias boas, melancólicas. Mas não se punha a pensar, deixava a sensação vir e passar no tempo que lhe era natural. E todos os seus dias corriam assim. As vezes intocado, as vezes surpreendido por alegrias instantâneas que de onde viam desconhecia, mas que preenchiam um espaço de satisfação fácil.
Naquele dia estranhamente as lembranças lhe invadiram em suas situações mais cotidianas.O café, que lhe carregou a outro mundo.E partindo para seus compromissos, papéis entregues, suas expectativas estavam além das horas, dos acontecimentos e respostas. De fato que o almoço ele engoliu. Do gosto, certo de que nada sentiu. E andou agitado até ás quatro. Sentou, abriu seu livro e cumpriu a rotina de que lhe agradava, lhe personificava. Às cinco sorriu. Adorava como as crianças brincavam em volta das árvores, e com o livro entreaberto aquelas linhas não mais tinham valor, se fez viajar. Mas aquela cena que lhe despertava esperanças, lhe fez relembrar as expectativas da infância. Seus amigos que sonhavam, projetavam-se espiões, bombeiros, que o gozavam e de nada entendiam quando dizia: o que quero ser quando crescer? Ah, eu quero ser caçador de pombos.
sábado, 10 de novembro de 2007
Futuros amigos
Ainda meio tonta vinda de um sono leve e conturbado finalmente acordei.
- Pega um copo de água! – lentamente, com ânsia, mas quase sem forças murmurei.
Ele só se remexeu, puxou as cobertas e me deu as costas quase sem escutar.Indignada, exclamei qualquer xingamento sem razão.
Pouco depois nos levantamos e rindo juntos a um amigo sobre os esquecimentos da noite passada, como de praxe, senti algo estranho.Logo então saímos, íamos almoçar na casa de sua avó.Era um almoço padrão, família, tias e tios sentados em volta à mesa e as conversas comuns, alheias que perduram horas.
- Passa o suco. – de maneira normal, a ele disse.
Foi quando olhei para o lado e surpreendentemente me deparei com um desconhecido.
Já haviam se passado três anos. Cheguei sem convites e logo fui apresentada aos outros pelo amigo que até lá havia me levado, e quase todos que já alterados, fizeram alegria e festa!
O engraçado é como as situações se repetem em nossas vidas e nem sempre sabemos explicar os motivos; Desta vez algo comum aconteceu, o surgimento de uma sensação (ou uma previsão, não sei) inquietante, por muitas vezes impertinente e até cativante.
- Engraçado, parece que lhe conheço de algum lugar! – disse “do fundo” de minha sinceridade.
- É, sempre me dizem parecer alguém, não sei por quê! – rindo ele respondeu.
Sim, já se passaram três anos e de repente me deparei assentada em volta de uma mesa com novos desconhecidos, uma mesma comida, agora provinda de outras mãos, uma tarde cotidiana e aquela mesma cara estranha ao meu lado. O mundo em suas muitas voltas e eu, que nunca poderia ter imaginado tantas histórias juntos, a forte existência de uma cumplicidade desde em porres violentos, manhãs que mais parecem um esboço de vida a conversas filosóficas e conselhos, cuidados pessoais.
Cheguei em casa e procurei esquecer o que havia se passado por entre as muralhas de minha cabeça. Tomei um banho, me troquei e fui de encontro aos compromissos já marcados para aquela noite. E no caminho, como um estalo, em um lugar movimentado mas com meu ser a sós é que percebi, fui descobrir. A resposta clara chegou em meio ao futuro, por uma sensação de um momento no passado e uma estranheza do presente.
Já haviam se passado três anos, e de repente em meio a um turbilhão de devaneios, a uma confusão mestiça de pensamentos, tão esclarecida, comigo mesma exclamei: -Eu sabia que conhecia aquele cara de algum lugar!
(Raquel Mello)
- Pega um copo de água! – lentamente, com ânsia, mas quase sem forças murmurei.
Ele só se remexeu, puxou as cobertas e me deu as costas quase sem escutar.Indignada, exclamei qualquer xingamento sem razão.
Pouco depois nos levantamos e rindo juntos a um amigo sobre os esquecimentos da noite passada, como de praxe, senti algo estranho.Logo então saímos, íamos almoçar na casa de sua avó.Era um almoço padrão, família, tias e tios sentados em volta à mesa e as conversas comuns, alheias que perduram horas.
- Passa o suco. – de maneira normal, a ele disse.
Foi quando olhei para o lado e surpreendentemente me deparei com um desconhecido.
Já haviam se passado três anos. Cheguei sem convites e logo fui apresentada aos outros pelo amigo que até lá havia me levado, e quase todos que já alterados, fizeram alegria e festa!
O engraçado é como as situações se repetem em nossas vidas e nem sempre sabemos explicar os motivos; Desta vez algo comum aconteceu, o surgimento de uma sensação (ou uma previsão, não sei) inquietante, por muitas vezes impertinente e até cativante.
- Engraçado, parece que lhe conheço de algum lugar! – disse “do fundo” de minha sinceridade.
- É, sempre me dizem parecer alguém, não sei por quê! – rindo ele respondeu.
Sim, já se passaram três anos e de repente me deparei assentada em volta de uma mesa com novos desconhecidos, uma mesma comida, agora provinda de outras mãos, uma tarde cotidiana e aquela mesma cara estranha ao meu lado. O mundo em suas muitas voltas e eu, que nunca poderia ter imaginado tantas histórias juntos, a forte existência de uma cumplicidade desde em porres violentos, manhãs que mais parecem um esboço de vida a conversas filosóficas e conselhos, cuidados pessoais.
Cheguei em casa e procurei esquecer o que havia se passado por entre as muralhas de minha cabeça. Tomei um banho, me troquei e fui de encontro aos compromissos já marcados para aquela noite. E no caminho, como um estalo, em um lugar movimentado mas com meu ser a sós é que percebi, fui descobrir. A resposta clara chegou em meio ao futuro, por uma sensação de um momento no passado e uma estranheza do presente.
Já haviam se passado três anos, e de repente em meio a um turbilhão de devaneios, a uma confusão mestiça de pensamentos, tão esclarecida, comigo mesma exclamei: -Eu sabia que conhecia aquele cara de algum lugar!
(Raquel Mello)
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