Meu seio
Profunda cavidade que denúncia em meu corpo as vibrações por aonde caminha minha alma
Por vezes nele pombas brancas que abrem suas asas em livre vôo
Por vezes pássaros negros que batem as asas desorientando meu peito, meus olhos, minhas palavras e meus passos
Às vezes sinto lá dentro meu todo em comunhão com o universo: pássaros, peixes, flores
Caixa d’prata das sensações
Às vezes sinto a morte em meu peito (e ela é específica no universo)
Desconhecendo o sabor da morte plena, sinto uma borboleta que de cinza se partiu em pedaços
Atropelada numa trilha de trem, ao acordar.
No mar... entre... mais perto do céu...
- Raquel Mello
- BH, Minas Gerais, Brazil
- A ‘‘butterfly moon’’, os dois tchicos que um dia eu conheci e que mesmo sem nenhuma palavra trocada mudaram minha vida, sabendo que provavelmente não voltarei a vê-los. O céu aberto, as ‘‘asas fauves e blesseds e os sonhos inefáveis’’. A música, a arte, o tesão, a esperança e tudo aquilo do qual não abro mão. Pessoas são passageiras, momentos são passageiros; sua memória não. Então talvez eu também seja um poço de lembranças, momentos, sonhos, vontades e filosofias.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
quarta-feira, 29 de julho de 2009
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Rememorei. Jamais existe o reviver para além das fronteiras da imaginação. Descobri que a saudade não consiste em outras pessoas, outros tempos. A saudade é simplesmente uma coisa que bate, com goles de angústia ou doce melancolia aqui no peito. A saudade é vontade de reencontrar um estado habitado. Um despertar fantástico que as vivências e as pessoas nos proporcionam.
A saudade é de nós mesmos. Das descobertas potencializadas de boas sensações que normalmente só analisamos depois: saudade. Mas não quero me prender a ela. O bom mesmo é se viver para a saudade. Sempre se abrindo ao despertar e se entregando as cores novas sem se preocupar com a sombra. A sombra sempre estará presente. Mas não quero ver o mundo cinza.
Depois das cores a saudade. Cores que parecem mais vivas enquanto estou assentada, só e resguardada por alguma sombra em algum canto da cidade.
A saudade é de nós mesmos. Das descobertas potencializadas de boas sensações que normalmente só analisamos depois: saudade. Mas não quero me prender a ela. O bom mesmo é se viver para a saudade. Sempre se abrindo ao despertar e se entregando as cores novas sem se preocupar com a sombra. A sombra sempre estará presente. Mas não quero ver o mundo cinza.
Depois das cores a saudade. Cores que parecem mais vivas enquanto estou assentada, só e resguardada por alguma sombra em algum canto da cidade.
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