O silêncio habita nas entrelinhas,
na inpiração,
no pulo e após o ponto.
O silêncio habita na unidade,
nos olhos
e na cumplicidade
O silêncio habita na boca,
nos pés, nos passos
e nos ouvidos.
O silêncio habita na emoção,
na euforia
e no desatino.
O silêncio habita no chocolate quente,
na coberta
e no deleite.
O silêncio habita nos banheiros,
no cigarro
e na vergonha.
Não sei aonde o silêncio mora,
Mas digo sem pudor
que por vezes em tudo ele habita:
quando algo se torna tudo
e para além do tudo
não existe mais nada.
No mar... entre... mais perto do céu...
- Raquel Mello
- BH, Minas Gerais, Brazil
- A ‘‘butterfly moon’’, os dois tchicos que um dia eu conheci e que mesmo sem nenhuma palavra trocada mudaram minha vida, sabendo que provavelmente não voltarei a vê-los. O céu aberto, as ‘‘asas fauves e blesseds e os sonhos inefáveis’’. A música, a arte, o tesão, a esperança e tudo aquilo do qual não abro mão. Pessoas são passageiras, momentos são passageiros; sua memória não. Então talvez eu também seja um poço de lembranças, momentos, sonhos, vontades e filosofias.
terça-feira, 6 de abril de 2010
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Ela estava vestida de chuva
E tinha as pernas e o ventre livres
Tinha olheiras literárias
De quem sobre e desce escadas distraída
Imaginei seu bafo
Vendo seus lábios que diziam ao companheiro ao lado
Palavras que soavam tão sozinhas
Senti sua presença em um instante
Seguido dos seus decididos passos em partida
E como mulher-chuva
Receio que caminhara pela noite escura até o amanhecer
Em busca de uma compania literária
Que calasse tuas palavras solitárias
Lhe deixasse olheiras distraídas
Entre lábios e pernas, com um livre bafo
Amanhecesse teu ventre.
E tinha as pernas e o ventre livres
Tinha olheiras literárias
De quem sobre e desce escadas distraída
Imaginei seu bafo
Vendo seus lábios que diziam ao companheiro ao lado
Palavras que soavam tão sozinhas
Senti sua presença em um instante
Seguido dos seus decididos passos em partida
E como mulher-chuva
Receio que caminhara pela noite escura até o amanhecer
Em busca de uma compania literária
Que calasse tuas palavras solitárias
Lhe deixasse olheiras distraídas
Entre lábios e pernas, com um livre bafo
Amanhecesse teu ventre.
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