O amor é o tormento do acalento
É a paz de ter e o temor de se perder
E é por isso que eu escrevo poesia
Não me basta o dia-a-dia
Para viver eu preciso acreditar
Que somos da mesma melodia
Olhos e boca de uma mesma fantasia
Não, eu não me basto em ter
Para viver eu preciso acreditar em ser
O pedaço que completa
O alimento que sacia
O amor é o tormento
Medo de se achar
Do acalento
E se perder
É a paz de ter e o temor de se esquecer
E é por isso que eu escrevo poesia.
(Raquel Mello).
No mar... entre... mais perto do céu...
- Raquel Mello
- BH, Minas Gerais, Brazil
- A ‘‘butterfly moon’’, os dois tchicos que um dia eu conheci e que mesmo sem nenhuma palavra trocada mudaram minha vida, sabendo que provavelmente não voltarei a vê-los. O céu aberto, as ‘‘asas fauves e blesseds e os sonhos inefáveis’’. A música, a arte, o tesão, a esperança e tudo aquilo do qual não abro mão. Pessoas são passageiras, momentos são passageiros; sua memória não. Então talvez eu também seja um poço de lembranças, momentos, sonhos, vontades e filosofias.
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
A bela puta.:
Foi pela perda de um amor
Que só Deus sabe o porquê a vida a tirou
Que a bela pura e crua
Sofreu a dor, desatinou
Caiu no mundo e em suas garras
Sujou o tronco limpo
Do mundo amargo se mascarou
E a cada homem que lhe tinha
Ela explodia tanta dor
E vendia o veneno de sua tristeza
Então chorava e gritava
Jurava ser satisfação
Do prazer da dor causada
E já sorrindo sua amargura
Se acordava
Bobagem, deixa pra lá
Se confessava poetisa.
(Kel Mello).
Que só Deus sabe o porquê a vida a tirou
Que a bela pura e crua
Sofreu a dor, desatinou
Caiu no mundo e em suas garras
Sujou o tronco limpo
Do mundo amargo se mascarou
E a cada homem que lhe tinha
Ela explodia tanta dor
E vendia o veneno de sua tristeza
Então chorava e gritava
Jurava ser satisfação
Do prazer da dor causada
E já sorrindo sua amargura
Se acordava
Bobagem, deixa pra lá
Se confessava poetisa.
(Kel Mello).
sábado, 13 de outubro de 2007
A saga do poeta:.
O poeta tem a alma do sonhar. E no fundo o receio em se apegar. É ser livre, se entregar, errar.
Sentir a dor profunda da tristeza, mas como mais ninguém sentir a alegria de um olhar. É saber enxergar
o poço imundo como belo, se encantar. Fantasiar cada gesto como se quer ver; procurar, mergulhar até o cansar, o renascer. É o pôr do sol até o seu amanhecer.
A fotografia de uma pétala no lixo. A melodia do que nao foi resolvido. A pureza e o esgoto de um rio. A madeira e o desgosto do fogo. A dúvida do ser, estar; a capacidade de reinventar. A infinitude.
É batutar e não se importar. É agir de coração. É sentir a emoção da tentação. Encarar. Não se poupar, aceitar e não paragmatizar. É o silêncio, a tempestade. O desatino. Respirar. É a erva, o céu, a flor da terra e a correnteza que bate. É penetrar em cada estação, de curta ou longa duração.
E girar dentro de sua moradia. É não saber viver em ponto, eu conto: é poder voar.
(Kel Mello).
Sentir a dor profunda da tristeza, mas como mais ninguém sentir a alegria de um olhar. É saber enxergar
o poço imundo como belo, se encantar. Fantasiar cada gesto como se quer ver; procurar, mergulhar até o cansar, o renascer. É o pôr do sol até o seu amanhecer.
A fotografia de uma pétala no lixo. A melodia do que nao foi resolvido. A pureza e o esgoto de um rio. A madeira e o desgosto do fogo. A dúvida do ser, estar; a capacidade de reinventar. A infinitude.
É batutar e não se importar. É agir de coração. É sentir a emoção da tentação. Encarar. Não se poupar, aceitar e não paragmatizar. É o silêncio, a tempestade. O desatino. Respirar. É a erva, o céu, a flor da terra e a correnteza que bate. É penetrar em cada estação, de curta ou longa duração.
E girar dentro de sua moradia. É não saber viver em ponto, eu conto: é poder voar.
(Kel Mello).
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
Mariana
Fugiu com o circo
Virou piada no cinema
Gracista como ela só
Autenticou em cartório seu coração
Agora voa sem atar nós
Se conformou com a solidão
Em suas bolhas matutinas de sabão
Amor do mundo
Descreve suas dores por segundos
Mas se recorda a sorrir
Sente os prazeres
Sem dó ou castidade
O pecado lhe explode
Pois no bom não há maldade
Amor do mundo
Descreve suas dores por segundo
Que se recorda a sorrir
Morre de gargalhadas
Baforadas de alecrim.
(Raquel Mello).
Virou piada no cinema
Gracista como ela só
Autenticou em cartório seu coração
Agora voa sem atar nós
Se conformou com a solidão
Em suas bolhas matutinas de sabão
Amor do mundo
Descreve suas dores por segundos
Mas se recorda a sorrir
Sente os prazeres
Sem dó ou castidade
O pecado lhe explode
Pois no bom não há maldade
Amor do mundo
Descreve suas dores por segundo
Que se recorda a sorrir
Morre de gargalhadas
Baforadas de alecrim.
(Raquel Mello).
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
Perfeita Sintonia:
Com você é sem ponto
O segundo é infinito
Sem você eu me escondo
Máscara sem abrigo
Pois em você saciei o vazio,
Me libertei sem gritos
Sem festim ou festança
Viajei ao indescritível
Ao completo,a alegria
A perfeita sintonia
Somos do mesmo tom
Flor de um mesmo botão
Da mesma treva ou da mesma paz
Saber, ser livre; acreditar,
É a infinita paz
Que de tão infinda
Não,não chega a ponto
Cada momento é feito em reticências
Ao completo, a alegria
A perfeita sintonia.
(Raquel Mello).
O segundo é infinito
Sem você eu me escondo
Máscara sem abrigo
Pois em você saciei o vazio,
Me libertei sem gritos
Sem festim ou festança
Viajei ao indescritível
Ao completo,a alegria
A perfeita sintonia
Somos do mesmo tom
Flor de um mesmo botão
Da mesma treva ou da mesma paz
Saber, ser livre; acreditar,
É a infinita paz
Que de tão infinda
Não,não chega a ponto
Cada momento é feito em reticências
Ao completo, a alegria
A perfeita sintonia.
(Raquel Mello).
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
João e Maria
Você me pergunta o porquê de tanto choro
Deve ser por gostar, sem poder sentir o gosto
Esse gosto amargo, de dor e poesia
Esse gosto fechado, que eu canto à Maria
Ó Maria dos meus sonhos,
Vê se beija e me abraça
Me recolha ao teu canto
Mas depois viaja...
Pra bem longe, pra que eu sinta
Algum gosto de saudade
Pra você correr e vim
Sem cobrança, sem poder, só por querer
E se entregue
E se dê
Ao amor
E as necessidades
Então chega me contando novidades tão pacatas
De momentos tão marcantes
De alegria e melodia
Mas me sente
Tão constante
Em teus instantes,
Não esquece do seu João, ó Maria
Ó Maria dos meus sonhos
Vê se beija e me abraça
Me recolha ao teu canto
Mas depois viaja...
Pra bem longe, pra que eu sinta
Outro gosto de saudade
Pra você correr e vim
Sem dever, sem poder, só por querer
E se entregue
E se dê
Só por prazer
Sem necessidades
Ó Maria, ó Maria
Só por paixão
Em seus olhos
Uma boca cheia de vontades.
(Raquel Mello).
Deve ser por gostar, sem poder sentir o gosto
Esse gosto amargo, de dor e poesia
Esse gosto fechado, que eu canto à Maria
Ó Maria dos meus sonhos,
Vê se beija e me abraça
Me recolha ao teu canto
Mas depois viaja...
Pra bem longe, pra que eu sinta
Algum gosto de saudade
Pra você correr e vim
Sem cobrança, sem poder, só por querer
E se entregue
E se dê
Ao amor
E as necessidades
Então chega me contando novidades tão pacatas
De momentos tão marcantes
De alegria e melodia
Mas me sente
Tão constante
Em teus instantes,
Não esquece do seu João, ó Maria
Ó Maria dos meus sonhos
Vê se beija e me abraça
Me recolha ao teu canto
Mas depois viaja...
Pra bem longe, pra que eu sinta
Outro gosto de saudade
Pra você correr e vim
Sem dever, sem poder, só por querer
E se entregue
E se dê
Só por prazer
Sem necessidades
Ó Maria, ó Maria
Só por paixão
Em seus olhos
Uma boca cheia de vontades.
(Raquel Mello).
sexta-feira, 27 de julho de 2007
Velha mandingueira
Velha mandingueira
Uma vez assim me falou
Que não importa em quais tempos
Para a vez que chegou
Toda grama, todo passo, todo tic tac
Toda pedra, todo tiro, sob o estandarte
E ela cantava os seus versos, recriminam a cidade
E chorava risos, calejados de recheio
E andava apressada com seus passos devagar
Para assistir a fuga de quem vai voltar
Velha mandingueira
Cantando os seus versos sem ré, mi ou dó
Esperava assentada cada hora passar
E se ria com sorrisos de pura ambição
Como quem dizia, escolha o prato ou o pão
Velha mandingueira em seus olhos a espera
E o doce acumulado de tanta miséria
A desgraça em sua face, e o sorriso sem os dentes
Me cuspiam as verdades
Me acusavam de inocente.
(Raquel Mello)
Uma vez assim me falou
Que não importa em quais tempos
Para a vez que chegou
Toda grama, todo passo, todo tic tac
Toda pedra, todo tiro, sob o estandarte
E ela cantava os seus versos, recriminam a cidade
E chorava risos, calejados de recheio
E andava apressada com seus passos devagar
Para assistir a fuga de quem vai voltar
Velha mandingueira
Cantando os seus versos sem ré, mi ou dó
Esperava assentada cada hora passar
E se ria com sorrisos de pura ambição
Como quem dizia, escolha o prato ou o pão
Velha mandingueira em seus olhos a espera
E o doce acumulado de tanta miséria
A desgraça em sua face, e o sorriso sem os dentes
Me cuspiam as verdades
Me acusavam de inocente.
(Raquel Mello)
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