No mar... entre... mais perto do céu...

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BH, Minas Gerais, Brazil
A ‘‘butterfly moon’’, os dois tchicos que um dia eu conheci e que mesmo sem nenhuma palavra trocada mudaram minha vida, sabendo que provavelmente não voltarei a vê-los. O céu aberto, as ‘‘asas fauves e blesseds e os sonhos inefáveis’’. A música, a arte, o tesão, a esperança e tudo aquilo do qual não abro mão. Pessoas são passageiras, momentos são passageiros; sua memória não. Então talvez eu também seja um poço de lembranças, momentos, sonhos, vontades e filosofias.

sábado, 11 de outubro de 2008

JASON VIEAUX

Só então eu vi
Que por detrás de uma canção, existe um sentimento
E por detrás deste o momento
E dentro do momento a eternidade
E desta alguém que já não mais vê
Alguém que já não mais vive
E saudoso busca reencontrá-la na memória
Por detrás das cordas de um violão.

Kel Mello.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

A ânsia repele a união da pele.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Harmônica:

Esta tarde ouvi aquela melodia. Assentada sozinha fechei os olhos e a quis para minha eternidade. A melodia que me tocou mas que nunca haveria de apalpar. Levaria a aos meus mais tenros desejos. Ao poço formado por todas as lagrimas que regaram dias tristes. Ao vento que refresca aos jardins floridos da alegria. A queria para sempre de mãos dadas como aqueles raros momentos de plenitude. Mas também sobre o instante em que despercebida encontrei o motivo de exagerada entrega. Sobre a madrugada em que nos aventuramos para do mundo zombar, gozar acusando o inevitável. A queria naquela noite estrelada enquanto conversávamos sobre a grama, confessando nossas fraquezas. Sobre uma tal cama em que unimos nossos corpos e nos entendemos em risadas. Sobre o clarão e o infindo dos céus em que nos prometemos sem temor. Sobre toda água e sabão que já secou ou ainda lavará. Sobre o sol, a terra e o ar que se respira. Sobre a toalha que ainda hei de molhar, o talher que haverei de sujar; o copo que haverei de esgotar e o pires de doce que ainda irei lamber. Sobre as vestes, a sola, os pêlos, a pele. Sobre o frio da barriga ao subir a arvore, ao telhado ou ao elevador. Sobre a tola certeza de um dia acreditar ter encontrado. E também naquela tarde sob o samba, amigos e cerveja. Sobre a tradicional cerimonia familiar de natal. Sobre a nostalgia que sinto ao ter conhecimento de tudo o que não vivi lendo alguma prosa. Sobre a hora de dormir. Sobre as portas e o conteúdo nunca acordado dos mistérios que sonho. Junto ao pão de cada dia. Sobre minhas manhas esboçadas, minhas tardes de nada. Sobre cada passo que me leva a madrugada. Sobre a vontade de alcançar o tempo e saborear todo o mundo. Estaria sobre as minhas brigas, desolação, em acelerada partida. Na minha solidão em reflexão. Nos momentos de alegria como dança. No amor como natural encantada sensação. Nas surpresas emoção. Aquela melodia poderia trilhar minha vida. Inexplicável; se pudesse a sentir de olhos abertos sempre me vendo por dentro como esta tarde a ouvi.

(Raquel Mello).

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Porquê?

Porquê a gente sempre relaciona
Porquê a gente sempre mistura
A gente substitui
A gente sempre tem lembranças..

Dale, escrevi 4 linhas...

Raquel Mello.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Téta

Desafinei meu canto
Tentando me alinhar ao teu
Aos teus passos
Desencontrados deste meu
Neste meu tempo
Desajeitado
De sorrisos
De pura púrpura
Que trás o vento
Que também leva
Desde meu ser
Que sabe amar
Apenas só.

Kel Mello.

(um poema antigo para desenpoeirar esse blog)

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Linha do tempo:

O desejo corre
Todo corpo sofre
O desgosto late
O relógio que não bate

O relógio bate
O desejo se aflora
Todo corpo late
O gozo se apura

O desgosto parte
O desejo, a ternura
Todo corpo corre
O relógio bate

Todo corpo bate
O desejo sofre
O relógio morre
E o gosto se escorre...

(Raquel Mello)

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Ainda:

Ainda sendo esculpida pela vida
Em instantes, preterida em tuas pupilas
Que definiam dentro das retinas todo o meu contorno
Sem ver muito o interno
Sem procurar o em torno

Ainda esculpida pelos segundos que se passam
A velocidade com que minha essência se transmuta
Os passos de teus olhos não podem buscar
Nem ao menos se concentrar
Tudo se revela insconstante ao se revelar

Ainda sendo esculpida pelos novos sonhos a almejar
Não percas tempo a tentar me decifrar
A tentar me flagrar, me entender,
A minha alma desenhar
Ouça o que digo, será nua verdade

E minhas vistas sempre ainda sendo esculpidas
Leia em meus olhos o sentimento, estado, instante
Sinta o que eles querem lhe contar
Podem lhe fazer entender, sentir, tocar
Em mim, teu impalpável ser penetrar.


(Kel Mello).