No mar... entre... mais perto do céu...

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BH, Minas Gerais, Brazil
A ‘‘butterfly moon’’, os dois tchicos que um dia eu conheci e que mesmo sem nenhuma palavra trocada mudaram minha vida, sabendo que provavelmente não voltarei a vê-los. O céu aberto, as ‘‘asas fauves e blesseds e os sonhos inefáveis’’. A música, a arte, o tesão, a esperança e tudo aquilo do qual não abro mão. Pessoas são passageiras, momentos são passageiros; sua memória não. Então talvez eu também seja um poço de lembranças, momentos, sonhos, vontades e filosofias.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Ainda:

Ainda sendo esculpida pela vida
Em instantes, preterida em tuas pupilas
Que definiam dentro das retinas todo o meu contorno
Sem ver muito o interno
Sem procurar o em torno

Ainda esculpida pelos segundos que se passam
A velocidade com que minha essência se transmuta
Os passos de teus olhos não podem buscar
Nem ao menos se concentrar
Tudo se revela insconstante ao se revelar

Ainda sendo esculpida pelos novos sonhos a almejar
Não percas tempo a tentar me decifrar
A tentar me flagrar, me entender,
A minha alma desenhar
Ouça o que digo, será nua verdade

E minhas vistas sempre ainda sendo esculpidas
Leia em meus olhos o sentimento, estado, instante
Sinta o que eles querem lhe contar
Podem lhe fazer entender, sentir, tocar
Em mim, teu impalpável ser penetrar.


(Kel Mello).

3 comentários:

Anônimo disse...

Adorei o sentido de mutacao q vc citou, pois realmente somos inconstantes, e de uma maneira diferente a cada segundo, e alem de tudo influenciados pelo meio em que estamos. Mto loko isso ...rsrsrs

sinapse disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
sinapse disse...

O incomodo que é viver o agora no embate com o que é viver o daqui a pouco. Ambivalente é o verbo sentir em tempos tão cheios de estímulos. Mas a gente vai pouco a pouco aprendendo a nos guiar em meio ao caos que nos cria e que nos faz criar. O panico e o gozo andam lado a lado, tornando inúteis as gavetas que separam o certo e o errado. Eu, voce, os além, cada vez mais incertos acerca do "pra onde ir", mas contruindo bravamente o "como vou", mal entendendo que a resposta de um é a obscurescencia de outro. essa é a inquietude que teimará em ser nosso eterno "ainda", mesmo que dure pouco.


Prazer em conhece-la, Borboleta.

Tamás.