No mar... entre... mais perto do céu...

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BH, Minas Gerais, Brazil
A ‘‘butterfly moon’’, os dois tchicos que um dia eu conheci e que mesmo sem nenhuma palavra trocada mudaram minha vida, sabendo que provavelmente não voltarei a vê-los. O céu aberto, as ‘‘asas fauves e blesseds e os sonhos inefáveis’’. A música, a arte, o tesão, a esperança e tudo aquilo do qual não abro mão. Pessoas são passageiras, momentos são passageiros; sua memória não. Então talvez eu também seja um poço de lembranças, momentos, sonhos, vontades e filosofias.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Rememorei. Jamais existe o reviver para além das fronteiras da imaginação. Descobri que a saudade não consiste em outras pessoas, outros tempos. A saudade é simplesmente uma coisa que bate, com goles de angústia ou doce melancolia aqui no peito. A saudade é vontade de reencontrar um estado habitado. Um despertar fantástico que as vivências e as pessoas nos proporcionam.
A saudade é de nós mesmos. Das descobertas potencializadas de boas sensações que normalmente só analisamos depois: saudade. Mas não quero me prender a ela. O bom mesmo é se viver para a saudade. Sempre se abrindo ao despertar e se entregando as cores novas sem se preocupar com a sombra. A sombra sempre estará presente. Mas não quero ver o mundo cinza.
Depois das cores a saudade. Cores que parecem mais vivas enquanto estou assentada, só e resguardada por alguma sombra em algum canto da cidade.

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