No mar... entre... mais perto do céu...

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BH, Minas Gerais, Brazil
A ‘‘butterfly moon’’, os dois tchicos que um dia eu conheci e que mesmo sem nenhuma palavra trocada mudaram minha vida, sabendo que provavelmente não voltarei a vê-los. O céu aberto, as ‘‘asas fauves e blesseds e os sonhos inefáveis’’. A música, a arte, o tesão, a esperança e tudo aquilo do qual não abro mão. Pessoas são passageiras, momentos são passageiros; sua memória não. Então talvez eu também seja um poço de lembranças, momentos, sonhos, vontades e filosofias.

sábado, 27 de junho de 2009

Às vezes me vejo com uma sonhadora. Tenho visto os sentidos escorrendo como os dias. Com o tempo, a passagem. Me vejo deitada na cama, olhando o azul límpido do céu e longe do meu abraço. Sempre senti que a felicidade mora longe. Sempre me dei melhor com as coisa intocáveis. Talvez por serem independentes e na impossibilidade de moldá-las com as mãos, meu coração e pensamento as têm em plena liberdade. É preciso força para se manter o coração e o pensamento livre quando se têm mãos enlaçadas. É preciso consciência, luta. Uma batalha que exige muito amor para que não se dê nós. Para que se enrosque de maneira que não se tire o ar. Para que as mãos não transformem se em pedras estáticas que servem apenas de apoio, enfeite ou objeto que quebre os tetos de vidro. Sinto o mundo imediato, urgente e de vidro. O meu barco corre em águas mais distantes, mais tranquilas e menos poluídas. Barulho, sirene, arranha-céus, chingamentos, impaciência. Uma urgência incrível de apenas continuar. Sabe se lá pra onde. Sabe se lá por quê. Sabe se lá o sentido. Enquanto esses questionamentos são o que nos possibilitam a direção do que procuramos. Procuro o sentido. Paz ou terror, o sentido nos liberta da condição do existir e nos desperta a um ser que está vivo. A um ser que se vê e que se conforta em uma estrela do universo. Nessa de sonhadora, o silêncio, o distante e a solidão me confortam mais do que as pedras e os tetos de vidro. As coisas brotam com uma facilidade e murcham, murcham até morrer. É preciso regar a cada segundo com a consciência de que o ciclos não se partem. A vida é que transforma. Se viver com menos superfluidade, superficialidade e supra-sumos. Consciência. Se olhar e ver que és uma máquina viva que funciona para que você funcione. Que não pára para que você não pare. E que luta até o último instante para te manter vivo, saudável. Que é fluida e equilibrada para que assim você seja. Mas é impalpável. É interno e distante.

3 comentários:

Lipaum disse...

Hum... Uma maquina que funciona para que você funcione. Interessante. Apesar de que eu acho que esse sentido se perdeu a partir do momento que o sentido da vida passou a ser procurar formas de extende-la. Entendo que agora, nós funcionamos para descobrir maneiras de manter a maquina funcionando. E assim perdemos toda função de um simples "se mesmo".

Algo do tipo.

Raquel Mello disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Raquel Mello disse...

Hum... legal.. Mais...