No mar... entre... mais perto do céu...

Minha foto
BH, Minas Gerais, Brazil
A ‘‘butterfly moon’’, os dois tchicos que um dia eu conheci e que mesmo sem nenhuma palavra trocada mudaram minha vida, sabendo que provavelmente não voltarei a vê-los. O céu aberto, as ‘‘asas fauves e blesseds e os sonhos inefáveis’’. A música, a arte, o tesão, a esperança e tudo aquilo do qual não abro mão. Pessoas são passageiras, momentos são passageiros; sua memória não. Então talvez eu também seja um poço de lembranças, momentos, sonhos, vontades e filosofias.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Por ai, borboleta:

A vida se mostra ínfima em suas fronteiras. Ela já tinha conhecimento de que só poderia oferecer a real felicidade a alguém a partir do momento em que a lhe continha em mesmo peso. E que a comunhão não fizesse a ela faltar. E que para entrelaçar duas mãos era preciso que cada uma existisse e para que desse frutos era preciso que cada uma de si compartilha-se, e que para torná-las uma só bastava apenas que se compreendessem.
Mas ela gostava de se entregar ao desatino. Entregava sua vida.
Se permitia cansar das alturas para poder devanear pela vertigem. Sonhava em cair e ser repousada sobre braços pomposos que lhe acolhessem a queda. Mas quem a permitisse cair na tentação, com uma incrível sofreguidão, deteria o poder de suas asas. Sabia que o amor só florescia fora de panelas e que do fervor bastava-se o ar quente das pernas. Que o infinito interno devia se igualar ao céu que lhe abriam as janelas. Sabia que a felicidade era a prole da explosão de belezas. E que a sua beleza estava justamente no colorido do bater de suas asas a voar.

Nenhum comentário: