Trate cada amante como um amor
Sem planos, sem enganos
Não se perca no esperado
Nem renegue o inesperado
Trate cada perfume como agradável
Pois se tu sentes
Ainda há pureza
Se estás triste
Sabe a beleza
Viva a cada dia a melodia
Não espere o fim da música para tocar
Nem se resguarde a evitar
Não conte estrelas
Não ame a lua
Adocica teu coração
Viva a cada dia a melodia.
(Raquel Mello.)
No mar... entre... mais perto do céu...
- Raquel Mello
- BH, Minas Gerais, Brazil
- A ‘‘butterfly moon’’, os dois tchicos que um dia eu conheci e que mesmo sem nenhuma palavra trocada mudaram minha vida, sabendo que provavelmente não voltarei a vê-los. O céu aberto, as ‘‘asas fauves e blesseds e os sonhos inefáveis’’. A música, a arte, o tesão, a esperança e tudo aquilo do qual não abro mão. Pessoas são passageiras, momentos são passageiros; sua memória não. Então talvez eu também seja um poço de lembranças, momentos, sonhos, vontades e filosofias.
sexta-feira, 29 de junho de 2007
Assim
A poesia pode ser a dor
Que as lágrimas não fazem cair
E amor desconcertado
Não arrematado
Como também aquele que te faz sorrir
Um poeta é assim
Vive de alimentar instantes
E se embriagar em letras
Tirar o sufoco do coração
Sofrer e sorrir sem razão
Vive da tragédia do dia a dia
Do acaso do destino
Dos riscos, encara e transpira
E cospe o que se passa pelas ruas
Nuas, destrincha a vida.
(Raquel Mello)
Que as lágrimas não fazem cair
E amor desconcertado
Não arrematado
Como também aquele que te faz sorrir
Um poeta é assim
Vive de alimentar instantes
E se embriagar em letras
Tirar o sufoco do coração
Sofrer e sorrir sem razão
Vive da tragédia do dia a dia
Do acaso do destino
Dos riscos, encara e transpira
E cospe o que se passa pelas ruas
Nuas, destrincha a vida.
(Raquel Mello)
quinta-feira, 28 de junho de 2007
Perto do céu
Eu quero chegar perto do céu
No quarteirão onde tudo se encontra
Sem onipresenças saudosas
Perto do jardim de desejos baratos
Junto à cobiçada loja do amor
Aquela loja cara
Em que vendi meus bens para pagar a entrada
Vendi minhas roupas para pagar todo o consumo
Já que não precisaria mais delas
Se meus sentimentos já estavam todos nus
Eu quero chegar perto do céu
Onde já não existam mais janelas
E o silêncio seja opção a escolha
Chegar descalça
Nadando no céu daquela grama
Energia gelada
Deitada sobre a cama
Sem tormento, sem fome
Em uma esquina o cassino
O castigo a diversão
Alguma dor incolor
E o veneno da felicidade
Em cada gole respirado
Em cada trago de reflexão
Sem mal, sem perfeição
Emoção
Sem pressa, sem espera
O poder de ir e voltar
Temos todo tempo do mundo
A escolha de ficar
Sempre por perto do céu.
(Raquel Mello).
No quarteirão onde tudo se encontra
Sem onipresenças saudosas
Perto do jardim de desejos baratos
Junto à cobiçada loja do amor
Aquela loja cara
Em que vendi meus bens para pagar a entrada
Vendi minhas roupas para pagar todo o consumo
Já que não precisaria mais delas
Se meus sentimentos já estavam todos nus
Eu quero chegar perto do céu
Onde já não existam mais janelas
E o silêncio seja opção a escolha
Chegar descalça
Nadando no céu daquela grama
Energia gelada
Deitada sobre a cama
Sem tormento, sem fome
Em uma esquina o cassino
O castigo a diversão
Alguma dor incolor
E o veneno da felicidade
Em cada gole respirado
Em cada trago de reflexão
Sem mal, sem perfeição
Emoção
Sem pressa, sem espera
O poder de ir e voltar
Temos todo tempo do mundo
A escolha de ficar
Sempre por perto do céu.
(Raquel Mello).
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