Eu quero chegar perto do céu
No quarteirão onde tudo se encontra
Sem onipresenças saudosas
Perto do jardim de desejos baratos
Junto à cobiçada loja do amor
Aquela loja cara
Em que vendi meus bens para pagar a entrada
Vendi minhas roupas para pagar todo o consumo
Já que não precisaria mais delas
Se meus sentimentos já estavam todos nus
Eu quero chegar perto do céu
Onde já não existam mais janelas
E o silêncio seja opção a escolha
Chegar descalça
Nadando no céu daquela grama
Energia gelada
Deitada sobre a cama
Sem tormento, sem fome
Em uma esquina o cassino
O castigo a diversão
Alguma dor incolor
E o veneno da felicidade
Em cada gole respirado
Em cada trago de reflexão
Sem mal, sem perfeição
Emoção
Sem pressa, sem espera
O poder de ir e voltar
Temos todo tempo do mundo
A escolha de ficar
Sempre por perto do céu.
(Raquel Mello).
No mar... entre... mais perto do céu...
- Raquel Mello
- BH, Minas Gerais, Brazil
- A ‘‘butterfly moon’’, os dois tchicos que um dia eu conheci e que mesmo sem nenhuma palavra trocada mudaram minha vida, sabendo que provavelmente não voltarei a vê-los. O céu aberto, as ‘‘asas fauves e blesseds e os sonhos inefáveis’’. A música, a arte, o tesão, a esperança e tudo aquilo do qual não abro mão. Pessoas são passageiras, momentos são passageiros; sua memória não. Então talvez eu também seja um poço de lembranças, momentos, sonhos, vontades e filosofias.
quinta-feira, 28 de junho de 2007
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Um comentário:
Eu quero calma.
Eu quero a calma de um velho cego.
Quero saber esperar.
Espero saber um dia esperar.
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