O silêncio habita nas entrelinhas,
na inpiração,
no pulo e após o ponto.
O silêncio habita na unidade,
nos olhos
e na cumplicidade
O silêncio habita na boca,
nos pés, nos passos
e nos ouvidos.
O silêncio habita na emoção,
na euforia
e no desatino.
O silêncio habita no chocolate quente,
na coberta
e no deleite.
O silêncio habita nos banheiros,
no cigarro
e na vergonha.
Não sei aonde o silêncio mora,
Mas digo sem pudor
que por vezes em tudo ele habita:
quando algo se torna tudo
e para além do tudo
não existe mais nada.
No mar... entre... mais perto do céu...
- Raquel Mello
- BH, Minas Gerais, Brazil
- A ‘‘butterfly moon’’, os dois tchicos que um dia eu conheci e que mesmo sem nenhuma palavra trocada mudaram minha vida, sabendo que provavelmente não voltarei a vê-los. O céu aberto, as ‘‘asas fauves e blesseds e os sonhos inefáveis’’. A música, a arte, o tesão, a esperança e tudo aquilo do qual não abro mão. Pessoas são passageiras, momentos são passageiros; sua memória não. Então talvez eu também seja um poço de lembranças, momentos, sonhos, vontades e filosofias.
terça-feira, 6 de abril de 2010
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2 comentários:
Grande sensibilidade! deve s er uma grande mulher!
Shhhhhh!!!!!!!
heheheheh
Muito bom Raquelzinha......
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