No mar... entre... mais perto do céu...

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BH, Minas Gerais, Brazil
A ‘‘butterfly moon’’, os dois tchicos que um dia eu conheci e que mesmo sem nenhuma palavra trocada mudaram minha vida, sabendo que provavelmente não voltarei a vê-los. O céu aberto, as ‘‘asas fauves e blesseds e os sonhos inefáveis’’. A música, a arte, o tesão, a esperança e tudo aquilo do qual não abro mão. Pessoas são passageiras, momentos são passageiros; sua memória não. Então talvez eu também seja um poço de lembranças, momentos, sonhos, vontades e filosofias.

quarta-feira, 17 de março de 2010

O que não mais convém

Isolo o que me contém e não me atordoo com conversas alheias.

Porque o silêncio está ao redor e cabe em mim.

Percebo que nossa história é emoldurada. Um contorno que guarda um certo caos, um movimento que o tempo inteiro quer transpassar as bordas, um ruído intenso que não cabe e não se conforta.
E nem tudo que penso ou digo são para você.
Mas toda desorientação que em minha mente penetra; a dor e a esperança do que nunca há de ser, e todas as outras coisas que não me deste se tornam meu refúgio mental e impulsionam meu corpo para a conquista.
As vezes não ter é o que nós faz não desistir da vida.
Mas agora, por instantes, sou silêncio. E mesmo assim, tua memória emoldurada vêm. Porque o silêncio me trouxe a escrever e derrepente percebo que as palavras sempre foram as substancias incontidas; sempre foram as detentoras da única força que arrebentava as bordas.
E agora então, finalmente, entendo todo o seu medo de me ler.

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