No mar... entre... mais perto do céu...

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BH, Minas Gerais, Brazil
A ‘‘butterfly moon’’, os dois tchicos que um dia eu conheci e que mesmo sem nenhuma palavra trocada mudaram minha vida, sabendo que provavelmente não voltarei a vê-los. O céu aberto, as ‘‘asas fauves e blesseds e os sonhos inefáveis’’. A música, a arte, o tesão, a esperança e tudo aquilo do qual não abro mão. Pessoas são passageiras, momentos são passageiros; sua memória não. Então talvez eu também seja um poço de lembranças, momentos, sonhos, vontades e filosofias.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Incha dia:.

Eu vi a infância adentro rosto de meu avô. Todos os sonhos e planos de um futuro expostos sob a face presente. As expectativas deitadas sob a cama. Os pés agitados a descansar. Na ânsia de crescer, pela luz tardia que invadia o quarto, a correria pela vida por debaixo das cobertas quentes, serenas.
A repousar.
Um bebê, uma flor frágil. Eu vi seus pés inchados. Aquela cama, eu vi um berço. Uma criança que ainda não aprendeu a andar. Uma infância que precisa de um futuro que sai pelas janelas para voar.

(Apesar de achar que ainda não está terminada, resolvi postar.. afinal.. as coisas nunca estão terminadas.)

(Raquel Mello)

Um comentário:

Samarone Barcellos disse...

Gostei e sempre é bom mexer em poemas antigos. É incrível como tem coisas para mudar a cada lida.
Bom, vc me fez lembrar do meu falecido avô Liró no começo do seu poema. Ele era um ser incrível, tenho saudades dele.
Abraço Borboleta.