Mais uma nova tarde
Quintas-feiras ociosas
Espero alcançar
Por de trás de uma janela
Que construir para tapar
O que mais desejo possuir
Somos assim
Desconfiados de contentação
Insatisfeitos só por tesão
E um motivo
Para recomeçar
São as portas que se abrem pra fechar
Toalha suja agora pra limpar
Um lenço seco a se afogar
No laço estéril
De uma cena
Que se presa a relembrar
Então se chora
Para ter que rir
E se prende pelo prazer de poder se libertar
Tanta procura só saciar
O que se acha para desgastar
São as portas que se abrem pra fechar
Toalha suja agora pra limpar
Um lenço seco a se afogar
No laço estéril
De uma cena
Que se presa a relembrar
Só uma peça usada para tapar
Tudo que depois se quer despir
Mais um beijo instigante
Usado para se despedir.
(Raquel Mello).
No mar... entre... mais perto do céu...
- Raquel Mello
- BH, Minas Gerais, Brazil
- A ‘‘butterfly moon’’, os dois tchicos que um dia eu conheci e que mesmo sem nenhuma palavra trocada mudaram minha vida, sabendo que provavelmente não voltarei a vê-los. O céu aberto, as ‘‘asas fauves e blesseds e os sonhos inefáveis’’. A música, a arte, o tesão, a esperança e tudo aquilo do qual não abro mão. Pessoas são passageiras, momentos são passageiros; sua memória não. Então talvez eu também seja um poço de lembranças, momentos, sonhos, vontades e filosofias.
terça-feira, 24 de julho de 2007
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