Eu poeta exagerado
Invento tantas dores
Só pra depois curá-las
Com anacrônicas risadas
Pra me convencer
De que já não há mais nada
Mas é que eu deixei de rir para chorar
Melancolia e poesia
E só agora é certa a cronologia
Pois se toda paixão é cega
Seja doce fel
Só quando passa é que se percebe
Que o relógio da tua copa
Não parou de gotejar
Enquanto você buscou secar
Mais um instante qualquer
Encharcado de ironia...
(Raquel Mello.)
No mar... entre... mais perto do céu...
- Raquel Mello
- BH, Minas Gerais, Brazil
- A ‘‘butterfly moon’’, os dois tchicos que um dia eu conheci e que mesmo sem nenhuma palavra trocada mudaram minha vida, sabendo que provavelmente não voltarei a vê-los. O céu aberto, as ‘‘asas fauves e blesseds e os sonhos inefáveis’’. A música, a arte, o tesão, a esperança e tudo aquilo do qual não abro mão. Pessoas são passageiras, momentos são passageiros; sua memória não. Então talvez eu também seja um poço de lembranças, momentos, sonhos, vontades e filosofias.
quinta-feira, 19 de julho de 2007
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