Fugiu com o circo
Virou piada no cinema
Gracista como ela só
Autenticou em cartório seu coração
Agora voa sem atar nós
Se conformou com a solidão
Em suas bolhas matutinas de sabão
Amor do mundo
Descreve suas dores por segundos
Mas se recorda a sorrir
Sente os prazeres
Sem dó ou castidade
O pecado lhe explode
Pois no bom não há maldade
Amor do mundo
Descreve suas dores por segundo
Que se recorda a sorrir
Morre de gargalhadas
Baforadas de alecrim.
(Raquel Mello).
No mar... entre... mais perto do céu...
- Raquel Mello
- BH, Minas Gerais, Brazil
- A ‘‘butterfly moon’’, os dois tchicos que um dia eu conheci e que mesmo sem nenhuma palavra trocada mudaram minha vida, sabendo que provavelmente não voltarei a vê-los. O céu aberto, as ‘‘asas fauves e blesseds e os sonhos inefáveis’’. A música, a arte, o tesão, a esperança e tudo aquilo do qual não abro mão. Pessoas são passageiras, momentos são passageiros; sua memória não. Então talvez eu também seja um poço de lembranças, momentos, sonhos, vontades e filosofias.
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
Perfeita Sintonia:
Com você é sem ponto
O segundo é infinito
Sem você eu me escondo
Máscara sem abrigo
Pois em você saciei o vazio,
Me libertei sem gritos
Sem festim ou festança
Viajei ao indescritível
Ao completo,a alegria
A perfeita sintonia
Somos do mesmo tom
Flor de um mesmo botão
Da mesma treva ou da mesma paz
Saber, ser livre; acreditar,
É a infinita paz
Que de tão infinda
Não,não chega a ponto
Cada momento é feito em reticências
Ao completo, a alegria
A perfeita sintonia.
(Raquel Mello).
O segundo é infinito
Sem você eu me escondo
Máscara sem abrigo
Pois em você saciei o vazio,
Me libertei sem gritos
Sem festim ou festança
Viajei ao indescritível
Ao completo,a alegria
A perfeita sintonia
Somos do mesmo tom
Flor de um mesmo botão
Da mesma treva ou da mesma paz
Saber, ser livre; acreditar,
É a infinita paz
Que de tão infinda
Não,não chega a ponto
Cada momento é feito em reticências
Ao completo, a alegria
A perfeita sintonia.
(Raquel Mello).
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
João e Maria
Você me pergunta o porquê de tanto choro
Deve ser por gostar, sem poder sentir o gosto
Esse gosto amargo, de dor e poesia
Esse gosto fechado, que eu canto à Maria
Ó Maria dos meus sonhos,
Vê se beija e me abraça
Me recolha ao teu canto
Mas depois viaja...
Pra bem longe, pra que eu sinta
Algum gosto de saudade
Pra você correr e vim
Sem cobrança, sem poder, só por querer
E se entregue
E se dê
Ao amor
E as necessidades
Então chega me contando novidades tão pacatas
De momentos tão marcantes
De alegria e melodia
Mas me sente
Tão constante
Em teus instantes,
Não esquece do seu João, ó Maria
Ó Maria dos meus sonhos
Vê se beija e me abraça
Me recolha ao teu canto
Mas depois viaja...
Pra bem longe, pra que eu sinta
Outro gosto de saudade
Pra você correr e vim
Sem dever, sem poder, só por querer
E se entregue
E se dê
Só por prazer
Sem necessidades
Ó Maria, ó Maria
Só por paixão
Em seus olhos
Uma boca cheia de vontades.
(Raquel Mello).
Deve ser por gostar, sem poder sentir o gosto
Esse gosto amargo, de dor e poesia
Esse gosto fechado, que eu canto à Maria
Ó Maria dos meus sonhos,
Vê se beija e me abraça
Me recolha ao teu canto
Mas depois viaja...
Pra bem longe, pra que eu sinta
Algum gosto de saudade
Pra você correr e vim
Sem cobrança, sem poder, só por querer
E se entregue
E se dê
Ao amor
E as necessidades
Então chega me contando novidades tão pacatas
De momentos tão marcantes
De alegria e melodia
Mas me sente
Tão constante
Em teus instantes,
Não esquece do seu João, ó Maria
Ó Maria dos meus sonhos
Vê se beija e me abraça
Me recolha ao teu canto
Mas depois viaja...
Pra bem longe, pra que eu sinta
Outro gosto de saudade
Pra você correr e vim
Sem dever, sem poder, só por querer
E se entregue
E se dê
Só por prazer
Sem necessidades
Ó Maria, ó Maria
Só por paixão
Em seus olhos
Uma boca cheia de vontades.
(Raquel Mello).
sexta-feira, 27 de julho de 2007
Velha mandingueira
Velha mandingueira
Uma vez assim me falou
Que não importa em quais tempos
Para a vez que chegou
Toda grama, todo passo, todo tic tac
Toda pedra, todo tiro, sob o estandarte
E ela cantava os seus versos, recriminam a cidade
E chorava risos, calejados de recheio
E andava apressada com seus passos devagar
Para assistir a fuga de quem vai voltar
Velha mandingueira
Cantando os seus versos sem ré, mi ou dó
Esperava assentada cada hora passar
E se ria com sorrisos de pura ambição
Como quem dizia, escolha o prato ou o pão
Velha mandingueira em seus olhos a espera
E o doce acumulado de tanta miséria
A desgraça em sua face, e o sorriso sem os dentes
Me cuspiam as verdades
Me acusavam de inocente.
(Raquel Mello)
Uma vez assim me falou
Que não importa em quais tempos
Para a vez que chegou
Toda grama, todo passo, todo tic tac
Toda pedra, todo tiro, sob o estandarte
E ela cantava os seus versos, recriminam a cidade
E chorava risos, calejados de recheio
E andava apressada com seus passos devagar
Para assistir a fuga de quem vai voltar
Velha mandingueira
Cantando os seus versos sem ré, mi ou dó
Esperava assentada cada hora passar
E se ria com sorrisos de pura ambição
Como quem dizia, escolha o prato ou o pão
Velha mandingueira em seus olhos a espera
E o doce acumulado de tanta miséria
A desgraça em sua face, e o sorriso sem os dentes
Me cuspiam as verdades
Me acusavam de inocente.
(Raquel Mello)
quarta-feira, 25 de julho de 2007
A vida e a morte andam de passos dados
A vida bela em sua infinidade
E o mistério à assolar a humanidade
O tempo corre
Mas não há quem mate
Toda beleza, a tua arte
O tempo vai, o vento volta
Não se percebe
Que os momentos imagináveis,
Tão agradáveis...
Arriscam o mesmo céu,
De todo dia.
(Raquel Mello).
E o mistério à assolar a humanidade
O tempo corre
Mas não há quem mate
Toda beleza, a tua arte
O tempo vai, o vento volta
Não se percebe
Que os momentos imagináveis,
Tão agradáveis...
Arriscam o mesmo céu,
De todo dia.
(Raquel Mello).
Vida bela
Paro o mundo inteiro
Inteiramente faço belo
Pois decidi me permitir
A sorrir
A viver a melodia
Pelos céus vejo o caminho
E tranquila sigo meus instintos
Leve como a brisa
Caminho
Flores, me alimento
Alimento meu coração
Breve, bravo
Paro a estação
O mundo está inteiro
Inteiramente belo
Pois eu decidi me permitir
A sorrir
A viver a melodia
Saio, vibro e vivo
Leve como a brisa
Caminho a cantar por aí.
( Raquel Mello.)
Inteiramente faço belo
Pois decidi me permitir
A sorrir
A viver a melodia
Pelos céus vejo o caminho
E tranquila sigo meus instintos
Leve como a brisa
Caminho
Flores, me alimento
Alimento meu coração
Breve, bravo
Paro a estação
O mundo está inteiro
Inteiramente belo
Pois eu decidi me permitir
A sorrir
A viver a melodia
Saio, vibro e vivo
Leve como a brisa
Caminho a cantar por aí.
( Raquel Mello.)
terça-feira, 24 de julho de 2007
Fora de moda
Ih,ela tá fora de moda
Vestido rendado
Anel laçado
Sem par de botas
Ela tá fora de moda
Fugiu da rota
Largou herança
Te deixou de lado
Ela tá fora dos eixos
Com a perna bamba
E os pés descalços
Ih,ela tá fora de si
Viu num trago seu destino
Abandonou o teto a fora
E virou imperatriz
Do seu querer,
Do seu caminho fora de moda...
(Raquel Mello).
Vestido rendado
Anel laçado
Sem par de botas
Ela tá fora de moda
Fugiu da rota
Largou herança
Te deixou de lado
Ela tá fora dos eixos
Com a perna bamba
E os pés descalços
Ih,ela tá fora de si
Viu num trago seu destino
Abandonou o teto a fora
E virou imperatriz
Do seu querer,
Do seu caminho fora de moda...
(Raquel Mello).
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